Expedição de hoje com meu pai, buscamos plantas sensíveis ao toque do gênero Mimosa. Foram coletadas quatro espécies: Mimosa pudica, Mimosa diplotricha, Mimosa velloziana e Mimosa pigra. As medições realizadas com a Mimosa pudica (Fig.1) já demonstram a presença de potenciais de ação, sinais elétricos que se propagam por sua estrutura. O vídeo a seguir mostra Mimosas em seu habitat natural respondendo a estímulos mecânicos.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Expedição com meu pai em busca das plantas sensíveis ao toque do gênero Mimosa
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
Piroeletricidade da Turmalina
A piroeletricidade é uma propriedade interessante da turmalina, um mineral que exibe a capacidade de gerar uma carga elétrica quando submetido a variações de temperatura. Isso ocorre devido à assimetria estrutural da rede atômica do mineral. Quando a temperatura do mineral muda, os átomos se deslocam de maneira desigual, modifica ligeiramente suas posições dentro da estrutura cristalina, provocando uma mudança na polarização elétrica do material, causando um desequilíbrio entre as cargas positivas e negativas.
Esse desequilíbrio resulta na geração de uma carga elétrica líquida, que pode ser coletada usando eletrodos e medida com um voltímetro, como demostrado no experimento feito aqui em casa (01/20). A turmalina já foi usada em sensores de temperatura e detectores de radiação infravermelha, para medições científicas e industriais que envolvem a detecção de variações de temperatura.
domingo, 25 de setembro de 2022
Estudo computacional da dependência dos parâmetros termodinâmicos em sistemas de bósons
Wenderson Rodrigues Fialho da Silva - Viçosa, julho de 2022.
Os bósons são partículas cujo spin pode assumir somente valores inteiros, os quais não obedecem ao princípio de exclusão de Pauli, portanto, pode-se encontrar mais de um bóson no mesmo estado quântico. O potencial químico dos bósons apresentam valores negativos ou nulo, sendo esse ultimo relacionado ao condensado de Bose-Einstein. Esse trabalho teve como objetivo estudar por meio de gráficos as dependência dos parâmetros termodinâmicos de bósons, como a fugacidade $z$, energia interna U e capacidade térmica $C_{v}$, ambos em função de $T/T_{c}$, onde $T$ é a temperatura e $T_{c}$ a temperatura crítica do sistema.
Desenvolveu-se um programa de computador em linguagem Python que gera os dados referentes as curvas $z$, $U$ e $C_{v}$, ambas em função de $T/T_{c}$. As equações (1, 2 e 3) foram utilizadas para obtenção dessas curvas. A demostração da equação (3) é apresentada no apêndice A.
$$ \frac{T}{T_{c}} = \left ( \frac{\zeta(\frac{3}{2})}{Li_{3/2}(z)} \right)\qquad(1)$$
$$U = \frac{3}{2}NK_{B}T\frac{Li_{5/2}(z)}{Li_{3/2}(z)}\qquad(2)$$
$$ C_{v} = \begin{cases}\frac{15}{4}\frac{\zeta(\frac{5}{2})}{\zeta(\frac{3}{2})}NK_{B}\left ( \frac{T}{T_{c}} \right)^{3/2} se\qquad T < T_{c}\qquad\qquad\qquad\qquad(3) \\\frac{3}{2}NK_{B}\left ( \frac{5}{2}\frac{Li_{5/2}(z)}{Li_{3/2}(z)} - \frac{3}{2}\frac{Li_{3/2}(z)}{Li_{1/2}(z)} \right)\qquad se\qquad T > T_{c}\end{cases}$$
A equação (1) e (2) são apresentadas no capítulo 30 na referencia [1]. Com auxílio do programa Origin pro 8.5, fez-se os gráficos com os dados gerados. Desenvolveu-se uma rotina que realiza-se os cálculos das equações das equações (1), (2) e (3) e salva-se tais dados em arquivos $.txt$, os quais foram utilizados para fazer os gráficos. O código de programação em linguagem Python é apresentado no apêndice B.
O resultado com as curvas obtidas é apresentado nos gráficos das Figuras (1) a seguir:
Figura 1. (A) fugacidade, (B) energia interna e em (C) capacidade térmica de bósons em função da temperatura sobre a temperatura crítica.
A energia interna está normalizada pelo número de partículas e pela energia térmica. A capacidade térmica pelo número de partículas e pela constante de Boltzmann. Para obtenção das curvas para o potencial químico de bósons e férmions, utilizou-se as equações para $v_{B}$ e $v_{F}$ abaixo, obtidas da referência [2]. O código de programação em Python utilizado é apresentado no apêndice C.
No gráfico (A) da Figura 1, como descrito na referencia [1] e em sala, a fugacidade para $T \leq T_{c}$ é igual a um. Para $T > T_{c}$ ela cai continuamente. Em (B), para a energia interna, a linha pontilhada representa a previsão dada pelo teorema da equipartição de energia. Para altas temperaturas, ou seja, $T >> T_{c}$ as curvas tendem a se encontrar, onde o caráter quântico do sistema não tem grandes contribuições, e a abordagem clássica já descreve o problema. Em (C), abaixo da temperatura crítica $T_{c}$, o comportamento quântico relacionado a capacidade térmica tem que ser levando em consideração para a descrição do sistema. Já para $T >> T_{c}$, o sistema se comporta como previsto pelo teorema da equipartição de energia.
Para obtenção das curvas dos potenciais químicos para bósons e para férmions foi utilizado as equações da referência [2].
Para bósons, foi utilizado a equação (4) abaixo, sendo $v_{B}=\frac{u_{B}}{T_{0}}$.
$$ v_{B} = \begin{cases}0, \qquad T\leq 1 \\\sum_{k=1}^{4} a_{k}(t-1)^k, \qquad 1 \leq T \leq 3.68 \qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad(4) \\T\ln(\zeta(3/2)+T^{-3/2}) + T\ln(1+\zeta(3/2)(2T)^{-3/2}), \qquad T \ge 3.68\end{cases}$$
Para férmions, foi utilizado a equação (5) abaixo, sendo $v_{F}=\frac{u_{F}}{T_{F}}$
$$ v_{F} = \begin{cases}1+\sum_{k=1}^{4} a_{k}T^k, \qquad 0 \leq T \leq 1.36 \qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad\qquad(5) \\T\ln \left ( \frac{2}{3\Gamma(3/2)} \right ) -T^{-3/2}) + T\ln\left ( 1-\frac{2}{3\Gamma(3/2)}(2T)^{-3/2} \right ), \qquad T \ge 1.36\end{cases}$$
Os coeficientes dos 4 primeiros temos da soma do cálculo do potencial químico são apresentados na Tabela 1 abaixo.
Tabela 1. Valores dos coeficiente utilizado para o calculo dos potenciais quimicos para bósons e fémions [2].
Fazendo $\mu_{B}=v_{B}T_{0}$, pode-se as curvas do potencial químico para bósons $\mu_{B}$ e para $\mu_{F}=v_{F}T_{0}$, obteve-se as curvas para férmios $\mu_{F}$. Os gráficos obtidos são apresentados na Figura (2) abaixo.
Figura 2. Potenciais químicos para bósons (A) e férmions (B) em função da temperatura.
Para $T \leq T_{0}$, o gráfico (A) para bósons da Figura 2 nos mostra que o potencial químico é zero. Para valores de $T > T_{0}$, o potencial químico assume valores negativos. Já para os férmions, o potencial químico apresentado no gráfico (B) assume valores positivos para $T < T_{F}$, e negativos para $T > T_{F}$.
Afim de poder-se comprar os valores de $U$ para $T < T_{c}$ com a curva obtidas pela equação (2), sendo ela uma aproximação da equação (6), fez-se o gráfico da Figura (3) a seguir, onde, na equação (6), $n_{k} = \frac{1}{e^{\frac{T_{c}}{K_{B}T}(E_{k}-\mu)}-1}$, $E_{k} = \frac{\hbar^{2}k^{2}}{2m}$ e $\mu = 0$ e fazendo as constantes igual a um. O código de programação em Python utilizado é apresentado no apêndice D.
$$ U = \sum_{k}n_{k}E_{k}\qquad(6) $$
Figura 3. Curvas para Energia interna $U$ obtidas da equação (1), a qual representa a aproximação do somatório da equação (6) para a integral, bem como a curva da para o somatório da equação (6).
Nota-se que a uma semelhança entre as curvas obtidas para energia interna $U$ para $T < T_{c}$, entretanto, quando $T$ se aproxima de $T_{c}$, observa-se que o valor previsto pelo somatório começa a adquirir valores menores em relação a integral. Para valores de $T < T_{c}$, os bósons tendem a se acumularem no nível de energia mais baixo, formando o condensado de Bose-Einstein. A aproximação feita do somatório para integral não é boa quando energia térmica $(K_{B}T)$ é da ordem da energia característica do sistema, e caráter quântico associado deve ser levado em consideração. Quando $(K_{B}T)$ é muito maior que a energia característica do sistema quântico, podemos fazer a aproximação e tratar o sistema como um contínuo de energia, de modo que o uso da integral não trará grandes desvios.
Apêndice A - Dedução da equação (3) utilizada para obtenção da curva da capacidade térmica $C_{v}$
Para $T < T_{c}$:
$$U=\frac{3}{2}NK_{B}T_{c}\frac{\zeta(\frac{5}{2})}{\zeta(\frac{3}{2})} \left ( \frac{T}{T_{c}} \right )^\frac{5}{2}, \qquad(7) $$
logo:
$$C_{v}=\left ( \frac{\partial U}{\partial T} \right )_{v}=\frac{15}{4}NK_{B}\frac{\zeta(\frac{5}{2})}{\zeta(\frac{3}{2})}T^\frac{3}{2}\qquad(8)$$
Para $T > T_{c}$, usando a equação 30.51 e $ \lambda _{T}^3=KT^\frac{3}{2} $ podemos escrever $U$ como:
$$U=\frac{3}{2}K_{B} \left ( 2S+1 \right )KVT^\frac{5}{2}Li_{5/2}(z),\qquad(9) $$
logo:
$$C_{v}=\left ( \frac{\partial U}{\partial T} \right )_{v}=\frac{15}{4}K_{B} \left ( 2S+1 \right ) KVT^\frac{5}{2}Li_{5/2}(z) + \frac{3}{2}K_{B} \left ( 2S+1 \right ) KVT^\frac{5}{2}\frac{dLi_{5/2}(z)}{dz}.\qquad(10)$$
Derivando a equação C.32 do apendice C da referencia [1], temos que $ \frac{dLi_{n}}{dz}=\frac{L_{i_{n-1}}}{z}\frac{dz}{dT}$. Portanto,
$$C_{v}=\frac{15}{4}K_{B}\left (2S+1 \right )KVT^\frac{3}{2}Li_{5/2}(z) + \frac{3}{2}K_{B}\left (2S+1 \right )KVT^\frac{5}{2}Li_{3/2}(z)\frac{1}{z}\frac{dz}{dT}.\qquad(11)$$
Como: $Li_{5/2}(z) \propto T^{-3/2}$,
$$\frac{d}{dT}(Li_{3/2}(z)) = Li_{1/2}(z)\frac{dz}{dT} = -\frac{3}{2}\beta T^{-5/2}.\qquad(12)$$
Portanto:
$$Li_{1/2}(z)\frac{dz}{dT} = -\frac{3}{2T}Li_{3/2}(z) \longrightarrow \frac{dz}{dT} = -\frac{3z}{2T}\frac{Li_{3/2}(z)}{Li_{1/2}(z)}.\qquad(13)$$
Substituindo em $C_{v}$:
$$C_{v} = \left(\dfrac{15}{4}K_{B}(2S+1)KVT^{3/2}Li_{5/2}(z) + \frac{3}{2}K_{B}(2S+1)KVT^{3/2}\left(\dfrac{-3}{2T} \right)\right)\frac{Li^{2}_{5/2}(z)}{Li_{1/2}(z)}$$
$$C_{v} = \frac{3}{2}K_{B}(2S+1)KVT^{3/2}\Bigg(Li_{5/2}(z)\frac{5}{2} - \frac{3}{2}\frac{Li^{2}_{5/2}(z)}{Li_{1/2}(z)}\Bigg).\qquad(14)$$
E como:
$$Li_{3/2}(z) = \frac{N}{V(2S+1)KT^{3/2}} = \frac{N\lambda^{3}_{T}}{V(2S+1)} \longrightarrow \frac{N}{Li_{3/2}(z)} = \frac{3}{2}K_{B}(2S+1)KT^{3/2}V,\qquad(15) $$
finalmente:
$$C_{v} = N\Bigg(\frac{5}{2}\frac{Li_{5/2}(z)}{Li_{3/2}(z)} - \frac{3}{2}\frac{Li_{3/2}(z)}{Li_{1/2}(z)}\Bigg).\qquad(16)$$
Apêndice B - Código para obtenção das curvas de $z$, $U$ e $C_{v}$
\begin{lstlisting}[language=Python]
# -*- coding: utf-8 -*-
"""
Created on Sun Jul 17 11:24:21 2022
@author: Wenderson R. F. da Silva
"""
from mpmath import*
import numpy as np
pontos = 1000
n1 = 5/2
n2 = 3/2
n3 = 1/2
z = 0.0000001
delta = 0.001
Q = T = U = Cv = 0
deltaT = 0.002612
with open('C_termica.txt','w') as C_termica:
with open('E_interna.txt','w') as E_interna:
with open('fugacidade.txt','w') as fugacidade:
for j in range(0, pontos):
Li1 = Li2 = Li3 = 0
for i in range(1, 10000):
Li1 = Li1 + z**i/i**n1
Li2 = Li2 + z**i/i**n2
Li3 = Li3 + z**i/i**n3
if T < 1: # T<Tc
U = 0.77*T**(5/2)
cv = 1.92*T**(3/2)
fugacidade.write('%.4f %7.5f\n' % (T, 1))
E_interna.write('%.4f %7.5f\n' % (T, U))
C_termica.write('%.4f %7.5f\n' % (T, cv))
else:
Q = (2.61/Li2)**(2/3) # Q = T/Tc para zeta(3/2)= 2.612
U = (3/2)*Q*(Li1/Li2)
cv = 3.75*(Li1/Li2) - (2.25*(Li2/Li3))
fugacidade.write('%.4f %7.5f\n' % (Q, z))
E_interna.write('%.4f %7.5f\n' % (Q, U))
C_termica.write('%.4f %7.5f\n' % (Q, cv))
z = z + delta
T = T + deltaT
fugacidade.close()
E_interna.close()
C_termica.close()
\end{lstlisting}
Apêndice C - Código para obtenção das curvas de $\mu_{bóson}$ e $\mu_{férmion}$
\begin{lstlisting}[language=Python]
import numpy as np
from numpy import log as ln
from numpy import pi
pontos = 1001
T = 0.0001
deltaT = 0.004
with open('vb.txt','w') as vb:
for j in range(1, pontos):
if T <= 1:
vb.write('%.4f %7.5f\n' % (T, 0))
elif T > 1 and T <= 3.68:
b = - 0.016*(T-1) - 1.064*(T-1)**2 + 0.299*(T-1)**3 - 0.043*(T-1)**4
vb.write('%.4f %7.5f\n' % (T, b))
else:
b = T*ln(2.612*T**(-3/2)) + T*ln(1 - 2.612*(2*T)**(-3/2))
vb.write('%.4f %7.5f\n' % (T, b))
T = T + deltaT
vb.close()
T=0
G = 0.88622692
with open('vf.txt','w') as vf:
for j in range(1, pontos):
if T <= 1.36:
f = 1 + 0.016*T - 0.957*T**2 - 0.293*T**3 + 0.209*T**4
vf.write('%.4f %7.5f\n' % (T, f))
else:
f = T*ln(2/(3*G)*T**(-3/2)) + T*ln(1 + 2/(3*G)*(2*T)**(-3/2))
vf.write('%.4f %7.5f\n' % (T, f))
T = T + deltaT
vf.close()
\end{lstlisting}
Apêndice D - Código para obtenção das curvas de $U$ pela equação (6)
\begin{lstlisting}[language=Python]
import numpy as np
from numpy import log as ln
from numpy import exp
pontos = 1000
T = 0.0001
deltaT = 0.001
with open('Ub.txt','w') as Ub:
for i in range (1, pontos):
U = 0
for k in range(1, 100):
U += (k**2) / (exp((k**2)/T) - 1) # u = 0
Ub.write('%.4f %7.5f\n' % (T, U))
T = T + deltaT
Ub.close()
\end{lstlisting}
Referências
[1] S. J. Blundell, K. M. Blundell. Concepts in Thermal Physics, 2ª ed. Oxford University Press, 2010.
\newline
[2] A. G. Sotnikov. Chemical potentials and thermodynamic characteristics of ideal Bose- and Fermi-gases in the region of quantum degeneracy, Low Temperature Physics 43, 144, 2017.
terça-feira, 3 de maio de 2022
O experimento de Oersted - determinando o campo magnético da Terra utilizando uma bússola
Wenderson Rodrigues Fialho da Silva - Viçosa, 22 de julho de 2021.
OBJETIVO
Realizar uma demonstração sobre o experimento de Oersted e explorar a montagem experimental para estimar a magnitude do campo magnético da terra.
CONTEXTO TEÓRICO
Hans Christian Oersted (1777-1851) foi um físico e químico dinamarquês. Ele descobriu, em 1820, que a passagem de corrente elétrica por um fio condutor criava ao seu redor um campo magnético, cujas linhas de campo são circuncêntricas, contidas em planos perpendiculares ao condutor, com centro nele e cujo sentido é determinado pela regra da mão direita. O campo magnético interagia com a agulha de uma bússola (imã) posta próximo ao fio, a qual sofria uma deflexão. Tal experimento foi fundamental para o desenvolvimento e unificação da eletricidade e do magnetismo, o que contemporâneos de Oersted, como André Marie Ampère (1775-1836) e, posteriormente, James Clerk Maxwell (1831-1879), puderam explorar e matematizar em uma relação quantitativa, hoje conhecida como lei de Ampère-Maxwell.
Figura 1 – (A) Oersted em uma demonstração de sua descoberta. (B) André
Marie Ampère e, em (C), o ainda jovem James Clerk Maxwell.
Devido a existência de correntes elétricas no interior da Terra, criadas, principalmente, pelo movimento do magma eletricamente carregado, nosso planeta se apresenta como um imã natural, possuindo um campo magnético. Aqui, com auxílio da montagem realizada para reprodução do experimento de Oersted e da lei de Ampère para um fio reto e longo (equação (1) abaixo), será estimado a magnitude de uma das componentes horizontais do campo magnético da Terra, a qual será comparada com aquela medida por um aparelho celular com medidor de campo magnético embutido, comumente encontrado na maioria dos smartphones.
$$ B =\frac{\mu_{0}i}{2πr}, \qquad (1) $$
onde $B$ é o campo magnético a uma distância $r$ do fio, $\mu_{0} = 1,256×10^{-6}T.m/A$ é a permeabilidade magnética no vácuo e $i$ é a corrente elétrica.
EXPERIMENTO 1 – O experimento de Oersted
MATERIAIS
Fonte elétrica variável de corrente continua (0-12V); bússola; fio de cobre 4mm² acoplado a suporte de MDF.
METODOLOGIA
Posicione a bússola sobre uma superfície horizontal longe de campos magnéticos (imãs). Alinhe a agulha da bussola na direção norte-sul. Posicione o suporte de modo a deixar o fio paralelo a agulha da bússola, cerca de 1 cm acima da mesma. Com a montagem realizada, confira se a fonte está em 0 volts e, posteriormente, conecte seus terminais aos do suporte. O resultado da montagem pode ser visualizado nas imagens da figura (2) abaixo. Um esquema ilustrativo das ligações elétricas é apresentado na figura (3).
Figura 2
- Montagem realizada para execução do experimento de Oersted e para medida do
campo magnético da Terra.
Por fim, ligue a fonte elétrica que
mostrará zero volts. Lentamente, aumente a tensão e observe a agulha da
bússola. Ao final, desligue a fonte.
QUESTIONÁRIO
1. O que
ocorre com a bússola?
2. Invertendo
as ligações nos terminais do suporte, o que muda no comportamento da bússola?
3. Variando a tensão eletrica aplicada ao fio, consequentemente, a corrente elétrica, qual comportamento da agulha da bússola ?
EXPERIMENTO 2 – Estimativa do campo magnético da Terra utilizando uma bússola.
MATERIAIS
Mesma montagem adotada no
experimento anterior; régua ou paquímetro; celular com bússola digital (sensor
de campo magnético) com aplicativo Magnetometer instalado.
METODOLOGIA
Com a fonte elétrica em 0 volts,
ligue-a, aumentando a tensão elétrica de modo a observar uma deflexão na agulha
da bússola de um ângulo
domingo, 31 de outubro de 2021
Demonstrações experimentais sobre a Lei de Lenz e os freios magnéticos
Realizar demonstrações experimentais sobre o fenômeno da indução eletromagnética afim de investigar a Lei de Lenz e a Lei de Faraday, bem como mostrar a aplicação do fenômeno nos freios magnéticos.
A lei da indução eletromagnética ou Lei de Faraday afirma que: “A voltagem induzida em uma bobina é proporcional ao produto do número de espiras pela área da seção transversal de cada espira e pela taxa com a qual o campo magnético varia no interior dessas espiras”. Heinrich Lenz (1084-1865), em 1834, foi quem fortaleceu a lei de Faraday com os resultados observados por ele. A descoberta de Lenz, conhecida como Lei de Lenz, é enunciada como: “o sentido da corrente elétrica induzida é tal que o campo magnético por ela criado é oposto à variação do fluxo magnético que lhe deu origem”.
A lei de Faraday-Lenz é expressa matematicamente como:
EXPERIMENTO 1
MATERIAIS
Um suporte universal; uma barra de 10x5 cm de chumbo; uma forma de pizza de alumínio; linha de algodão; imãs de neodímio-ferro-boro (super imãs). Os materiais são apresentados na imagem da Figura 2(A) e 2(B) abaixo:
Figura 2 – Forma de alumínio e barra de chumbo em (A), em (B) um suporte universal com garra, já com o pêndulo montado. Em (C), tubo de alumínio perfurado, espuma, tubo plástico, barra metálica e imãs, utilizados na demonstração. Note que todos os materiais utilizados, exceto a espuma e o imã, são paramagnéticos, ou seja, são fracamente atraídos por campos magnéticos.
METODOLOGIA
- De início, posicione a barra de chumbo em uma bancada.
- Amarre o parafuso com a linha e fixe-o no imã maior. Prenda o outro extremo na linha na garra do suporte universal, de modo a formar um pêndulo e a deixa-lo próximo, mas não encostado, na superfície da barra de chumbo.
- Desloque o pêndulo de sua posição de equilíbrio e deixe-o oscilar sobre a superfície da placa de chumbo.
- Repita o procedimento para a forma de alumínio.
EXPERIMENTO 2
MATERIAIS
Um tubo de alumínio de diâmetro interno de 1cm e 50 cm de comprimento, previamente preparado pelo professor com furos ao logo de sua superfície (Figura 2C); um suporte universal; uma espuma; um parafuso de ferro; barra de ferro de 5 cm; um pedaço de 5cm de lápis; imãs de neodímio-ferro-boro (super imãs).
Observação: os furos no tubo são utilizados para visualização das amostras que passaram pelo seu interior, mas não são necessários para que o fenômeno observado ocorra.
METODOLOGIA
- Prenda a barra perfurada ao suporte na direção vertical.
- Posicione a espuma no gargalo inferior do tubo.
- Solte o pedaço de lápis e observe sua queda pelos orifícios do tubo.
- Solte agora a barra metálica.
- Por fim, solte o imã e observe sua queda.
QUESTIONÁRIO
- Como foi o movimento de oscilação executado pelo pêndulo, foi pouco ou muito amortecido?
- Descreva como foi o movimento de queda dos objetos estudados com o tubo cilíndrico?
- Qual foi o efeito, nos dois experimentos acima, do campo magnético sobre os movimentos esperados dos objetos estudados.
EXPERIMENTO 3 – Demonstrando a Faraday-Lenz.
MATERIAIS
Um galvanômetro; uma bobina de 400 espiras; um imã; fios para conexão; lanterna mecânica; detector de polaridade magnética previamente disponibilizado pelo professor. Alguns dos materiais são apresentados na imagem da Figura (3) abaixo.
Figura 3 – Galvanômetro em (A), bobina em (B) e, em (C), um imã.
METODOLOGIA
- Meça, utilizando o detector de polaridade magnética, os polos do imã, e, com uma caneta, marque-o, como norte ou sul.
- Conecte o galvanômetro a bobina utilizando os fios, como descrito no esquema da Figura (3(B)) acima.
- Aproxime o imã da bobina e observe o ponteiro do galvanômetro.
- Mude a polaridade do imã e e aproxime-o novamente, com foco na observação do ponteiro do galvanômetro. Anote o que muda quando se inverte a polaridade do imã.
- Aumente a frequência das aproximações do imã na bobina (aproximando-o e afastando-o mais rapidamente). Observe como o galvanômetro registra a FEM induzida.
- Aumente a amplitude das aproximações (aprofundando mais o imã no interior da bobina e afastando-o, quando retirá-lo). Observe como o galvanômetro registra a FEM induzida.
- Demonstre, com a lanterna mecânica, a geração de eletricidade em motores de indução.
QUESTIONÁRIO
- O que se observa no galvanômetro quando o imã é aproximado da bobina? Invertendo sua polaridade, o que se observa ? Analise o resultado de sua observação com base na lei de Faraday-Lenz.
- Aumentando a amplitude das oscilações, o que se observa em relação a FEM induzida ?
- Aumentando a frequência de oscilação, o que se observa em relação a FEM induzida ?
- Explique o princípio de funcionemento do gerador de eletricidade da lanterna tendo como base na lei de Faraday-Lenz.
terça-feira, 23 de julho de 2019
ANALISE DA PRESSÃO INTERNA NO BANHEIRO DURANTE O BANHO.
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| Figura (1) - Vapor d'água condensado no box do banheiro. |
![]() |
Gráfico
1 - Medida da
pressão interna durante um banho em função do tempo. A reta que corta os pontos
é o resultado de uma regressão linear.
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